Glória presenteia Curitiba com 15 biarticulados

A empresa Glória entregou ontem 15 novos biarticulados à população de Curitiba. Eles farão o percurso de 11 quilômetros da linha Ligeirão Santa Cândida/Praça do Japão.

Equipado com exclusiva tecnologia, o modelo foi aprovado por quem entende do assunto. “O carro é excelente. Eu me sinto honrado por estar dirigindo esse ônibus novo”, afirmou o motorista Acir Nunes, que às 5h33 estava no Terminal Santa Cândida para iniciar sua jornada neste dia especial de “entrega da novidade” aos passageiros da linha.

Os motoristas foram submetidos a treinamento para operar com eficiência o novo veículo. No entanto, destacou o profissional, nesta primeira semana será preciso ficar bem atento. “Se não, vamos para não parar aonde não é ponto do ligeirão”, brinca ele que há 6 anos faz a linha Santa Cândida-Capão Raso.

Ao contrário da linha tradicional, que para em todos os pontos totalizando 45 minutos, em média, a nova faz apenas oito paradas para embarque e desembarque. Inicia no Terminal Santa Cândida e finaliza na Estação Bento Viana, próximo à Praça do Japão.

Estima-se que esse itinerário seja realizado entre 20 e 25 minutos, ou seja, quase a metade do tempo da viagem. Acompanhada da mãe Danieli Pinheiro Nunes, a pequena Ana, de 9 anos, já tinha na ponta da língua o motivo para utilizar o ligeirão. “É mais rápido do que o outro”.

Nesta primeira fase, a frota de biarticulados totalizará 25 unidades, incluindo veículos de outras operadoras do sistema. Todos têm chassis Volvo e carroceria Marcopolo e foram desenvolvidos exclusivamente para Curitiba.

Novidades

Os 15 ônibus da Glória são equipados com motor Euro V e abastecidos com diesel e Arla, configuração que assegura menos poluição ao meio ambiente. Além disso, os veículos são equipados com oito câmeras internas, garantindo maior monitoramento de furtos e assaltos no interior do veículo. Uma delas servirá de apoio ao motorista na condução defensiva.

A velocidade do ônibus é controlada automaticamente por programação da fabricante e, mesmo que o motorista acelere, não conseguirá ultrapassar o limite definido para cada trecho. Essa velocidade varia entre 20km/h e 60km/h, sendo menor em terminais e pontos próximos a escolas e regiões de grande circulação de pedestres.

Pontos de parada do Ligeirão Norte

Terminal Santa Cândida / Terminal Boa Vista / Terminal Cabral / Passeio Público / Estação Central / Praça Eufrásio Correia / Praça Oswaldo Cruz / Estação Bento Viana

Empresas de ônibus apresentam propostas para recuperação do transporte coletivo

Empresários de ônibus de todo o país reuniram-se na terça-feira (20) na sede da NTU (Associação Nacional das Empresas de Transportes Urbanos), em Brasília, para debater a grave crise do sistema de transporte coletivo no Brasil e apontar caminhos para superá-la. No fim do encontro foi elaborada a Carta de Brasília, um documento que contextualiza as dificuldades atuais e sugere soluções, como o financiamento de parte dos custos operacionais do transporte coletivo pelo transporte individual (Cide Verde), cobertura das gratuidades por toda a sociedade – e não apenas pelos passageiros pagantes -, prioridade do transporte coletivo nas vias (faixas exclusivas), exposição clara dos custos operacionais do sistema e cumprimento rigoroso dos contratos de concessão.

A Carta de Brasília será enviada ao presidente Michel Temer, aos presidentes da Câmara e do Senado, aos Ministérios da Fazenda, Planejamento e Cidades, Secretarias de Transporte e Mobilidade, Assembleias Legislativas e Câmaras Municipais.

“É fundamental dar prioridade ao transporte coletivo”, afirma o diretor-executivo das Empresas de Ônibus de Curitiba e Região Metropolitana, Luiz Alberto Lenz César. Ele lembra que os ônibus ocupam 20% das vias e transportam 70% da população, enquanto os carros ocupam 75% das vias e transportam 20% da população. “O transporte coletivo é o caminho para diminuir os congestionamentos nas cidades”. Além disso, aponta Lenz César, como o ônibus transporta muito mais gente que os carros, investir no transporte coletivo é investir em menos poluição, em uso mais racional do espaço urbano.

A Carta de Brasília pode ser baixada no link abaixo:

Empresários de ônibus apresentam propostas para recuperação do transporte coletivo

Avaliação do Sistema de Gestão da Qualidade da Glória

A qualidade tem prioridade na Glória. Na década de 1990, destacou-se como uma das pioneiras do transporte coletivo da capital na implantação do sistema de gestão da qualidade, com a certificação pela norma ISO 9001.

Desde então, concentra esforços para padronizar procedimentos, aprimorar processos gerenciais e satisfazer seu cliente interno e externo.

A empresa trabalha com foco na melhoria contínua e estimula sua equipe para boas práticas de gestão.

Volvo confirma a entrega de 25 novos biarticulados para Curitiba em março

A fabricante de ônibus Volvo confirmou na manhã desta quarta-feira, 27 de dezembro de 2017, que em março deve entregar os 25 novos veículos biarticulados para o sistema de Curitiba, no Paraná.

De acordo com a montadora, 100% do valor dos veículos foram financiados pelo banco ligado à empresa, Volvo Financial Services, e a produção começa em janeiro.

Os biarticulados são na versão de 28 metros do modelo Modelo B340M – Gran Artic., com capacidade para 270 passageiros, entre sentados, em pé e em cadeira de rodas ou com cão guia. A montadora também tem uma versão de 30 metros e de capacidade para 300 passageiros, que não deve ser usada, neste primeiro momento, em Curitiba.

Leia a matéria completa no Diário do Transporte

PAPAI NOEL CHEGA DE ÔNIBUS NA GLÓRIA

Crianças de uma comunidade de Curitiba foram convidadas para uma manhã especial na Transporte Coletivo Glória. Realizada no dia 14 de dezembro, a programação começou com um lanche; logo depois, os pequenos visitantes vibraram ao ver o Papai Noel chegar dirigindo um ônibus cheio de presentes.

Por iniciativa dos colaboradores e com o apoio da empresa, a campanha interna recebeu doações para compra de brinquedos para 80 crianças moradoras da região do Pilarzinho, uma das áreas por onde passam as linhas da Glória. “Muitas vezes pensamos em receber algo no Natal, e então recebemos um grande presente, o sorriso daquelas crianças”, disse o supervisor de Tráfego, Miguel Agnaldo de Liz.

Papai Noel distribuiu presentes e ganhou abraços

A seleção da criançada ficou por conta da professora Sonia Brisch, presidente da Associação de Moradores Maria Ervino (Ame). Em carta de agradecimento à ação solidária, ela ressaltou: “nunca duvidem que Deus existe e se manifesta de alguma forma assim como se manifestou através da empresa para algumas crianças carentes”.

Ação solidária envolveu 80 crianças

Feliz com seu carrinho Lucas, 3 anos, teve uma grande ideia enquanto observava a irmã Any, 5 anos, desembrulhar o presente dela: saiu correndo e voltou ao ônibus para abraçar o Papai Noel pela segunda vez. “Ele gostou tanto que ficou conversando comigo o tempo todo”, disse o eletricista Edson de Oliveira Laudemiro.

Os irmãos Any e Lucas se divertiram na manhã especial

A cabeleireira Sandra Rodrigues Solci, 47 anos, visitou a Glória para acompanhar a filha Rafaela, 7 anos. “Isso é uma coisa diferente, que quase ninguém faz. É um presente que agrada aos pais e aos filhos”.

Novembro Azul: Glória promove ação de conscientização

De 7 a 14 de novembro, a empresa Transporte Coletivo Glória realizou programação especial em celebração ao Novembro Azul. A iniciativa abordou a importância da prevenção, detecção e tratamento do câncer de próstata, o segundo mais comum entre os homens brasileiros. De acordo com a Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), apenas no Paraná, são estimados mais 5 mil casos para 2017.

A ação de conscientização foi desenvolvida nas três unidades da Glória, justamente para ampliar as chances de participação. No total, a atividade abrangeu cerca de 450 colaboradores. Além de orientações, eles receberam fôlder educativo e bombom.

GLÓRIA PROMOVE ATIVIDADES EDUCATIVAS NO OUTUBRO ROSA

Para lembrar a importância de cuidar da saúde e prevenir o câncer de mama, a Transporte Coletivo Glória está realizando uma programação especial durante o Outubro Rosa. “Está sendo bem interessante e uma oportunidade para esclarecer as dúvidas das nossas colaboradoras”, diz a técnica de enfermagem do trabalho Aparecida de Fátima da Mata.

Até o próximo dia 19, a empresa promove atividades internas de educação em saúde, com orientação sobre a doença e a distribuição de fôlder com explicações sobre o que é, quais os sinais e busca promover a conscientização sobre a importância do diagnóstico precoce.

Para abranger o maior número possível de pessoas, o evento da Glória é itinerante – ou seja, percorre cada uma das três unidades da empresa, em diferentes datas. O espaço foi decorado com balões de ar cor de rosa para atrair a atenção das colaboradoras.

Ao visitar o espaço, as mulheres são convidadas a participar de um quiz (jogo com questionário para testar conhecimentos) desenvolvido pelo Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva (Inca) e depois ganham um bombom. Fácil e simples para preencher, o questionário tem 12 perguntas e está disponível neste link.

A Glória tem 2.500 colaboradores, sendo 450 mulheres. Elas desempenham as funções de cobradoras, atendentes do ensino especial, zeladoras, serventes de limpeza e também atividades nas áreas administrativas.

Qualidade ou gratuidade

Não sejamos falsos moralistas. Sim, as empresas devem gerar lucro e nenhuma empresa injetaria um centavo sequer para não ter retorno.

Discussão que ganhou força com a série de protestos no Brasil em junho de 2013 mais uma vez vem à tona: a gratuidade da passagem de ônibus, o chamado passe livre. Seus defensores, no entanto, esquecem de alguns pontos cruciais em torno do polêmico tema.

Se puxarmos pela memória, nos últimos cinco anos, em qual deles não tivemos greve de motoristas e cobradores? Alguns leitores dirão que isso é uma forma que empresários do setor fazem para pressionar o poder público, buscando o aumento da tarifa e, consequentemente, de seus ganhos. Concordo, até certo ponto. Já pararam para pensar que o empresário precisa manter a empresa funcionando e somente consegue fazê-lo com recursos vindos da tarifa? O leitor parou para pensar que o aumento insano dos combustíveis, que pesa no seu bolso, impacta no bolso da empresa de transporte também? Claro que não serei um defensor ferrenho do empresariado, mas de onde vem essa verba senão da tarifa?

A meta é inviável, principalmente em uma economia capenga como a nossa

Ir a favor do passe livre é uma utopia e, mesmo que pensemos no longo prazo, é algo distante de nossa realidade como sociedade e de nossa economia. Quantos países desenvolvidos têm esse benefício? Pouquíssimos. Isso mostra que a meta é inviável, principalmente em uma economia capenga como a nossa.

Continuemos olhando a história recente de Curitiba. Quando foi a última vez que andamos em ônibus novos? Observando os últimos cinco anos, é bem difícil responder. Então, mesmo que julguem que os empresários têm poder aquisitivo para tal, pergunto aos defensores da ideia: eles injetariam dinheiro em algo que não teria retorno financeiro apropriado para seu negócio gerar lucro? Não sejamos falsos moralistas. Sim, as empresas devem gerar lucro e nenhuma empresa injetaria um centavo sequer para não ter retorno. O lucro é o ganha-pão do empresário. Infelizmente, é assim que funciona uma sociedade capitalista como a nossa.

Estamos aqui fazendo uma reflexão baseada em fatos, não em desejos. Claro que eu adoraria entrar em um ônibus sem pagar. Claro que gostaria de encher o tanque do carro com R$ 1. Mas não é nossa realidade. Na Alemanha, um dos países mais desenvolvidos do mundo e onde o metrô da cidade de Berlim não possui catraca, a passagem é paga e não há esse benefício. Por quê? Simples: porque o negócio não se sustentaria. O transporte de passageiros é um negócio como outro qualquer.

Talvez o leitor esteja se perguntando: e nossos impostos? Concordo que são extremamente mal geridos em qualquer esfera e que, de repente, poderiam até subsidiar a tarifa diretamente com o empresariado. Mas há um problema: essa não é a realidade de nenhuma de nossas cidades. Quanto mais se arrecada, menos vemos revertido em benefícios e, até isso mudar, o passe livre onerará algum setor de nossa sociedade já escassa. Pois, se o poder público, neste momento, comprar a briga, setores importantes como saúde e educação sentirão ainda mais. Se o empresariado comprar essa briga, não mantém a empresa funcionando – e o resultado disso é o fim do transporte público.

*Glavio Leal Paura é professor dos cursos de Engenharia da Universidade Positivo (UP) e especialista em trânsito e mobilidade urbana.

Publicado na Gazeta do Povo, em 18/09/17